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Moleco Viajante esteve aqui!

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Moleca

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Nós somos insurgentes

Manifesto do Exército Clandestino Insurgente de Palhaços Rebeldes

Nós somos insurgentes porque surgimos de lugar nenhum e estamos em todo lugar. Porque ideias podem ser ignoradas mas não reprimidas e uma insurreição da imaginação é irresistível. Porque quando caímos levantamos de novo e denovo e denovo, sabendo que, para a história, nada está perdido. E que nada é final. Porque a história não é linear, surge como água, vezes em redemoinhos, vezes gotejando, fluindo, inundando – sempre desconhecida, inesperada, incerta. Porque a chave para a insurgência é a brilhante improvisação, projetos imperfeitos.

Nós somos rebeldes porque amamos a vida e a felicidade mais do que a ‘revolução’. Porque uma revolução nunca está completa e rebeliões continuam para sempre. Porque nós vamos desmantelar a máquina-fantasma da abstração de um número de maneiras sem fim. Porque nós não queremos mundar “o” mundo, mas sim o “nosso” mundo. Porque nós vamos sempre abandonar e desobedecer aqueles que acumulam e abusam de poder. Porque rebeldes transformam tudo – a forma como vivem, criam, amam, comem, riem, brincam, aprendem, trocam, escutam, pensam e, acima de tudo, como se rebelam.

Nós somos um exército porque vivemos em um planeta em guerra permanente – uma guerra de dinheiro contra a vida, do lucro contra a dignidade, do progresso contra o futuro. Porque uma guerra que se alimenta de morte e sangue e evacua dinheiro e toxinas merece um corpo obsceno de soldados pervertidos. Porque só um exército pode declarar absurdamente uma guerra contra uma guerra absurda.  Porque o combate requer solidariedade, disciplina e comprometimento. Porque palhaços sozinhos são figuras patéticas, mas em grupos e gargalhadas, brigadas e batalhões, eles são extremamente perigosos. Nós somos um exército porque nós estamos bravos e onde as bombas falham nós podemos ter sucesso com risadas de zombaria. E risadas precisam de eco.

Nós estamos aproximadamente e em igual proporção nem aqui e nem ali, estamos no lugar mais poderoso de todos, em um lugar entre a ordem e o caos. Fuja do circo! Junte-se às forças do Exército Clandestino Insurgente de Palhaços Rebeldes.

Tradução rebelde do texto publicado pelo Adbusters aqui, baseado no Manifesto do Exército Clandestino Insurgente de Palhaços Rebeldes, aqui.

Vem ocupar

No dia 15 de outubro de 2011, as acampadas espanholas chamaram grupos de ativistas do mundo todo para acamparem também. As causas foram muitas. De crise financeira, desemprego e democracia irreal a desigualdade social e Belo Monte.

Trabalho há alguns meses com as mídias sociais do Movimento Xingu Vivo para Sempre: direitos humanos desrespeitados e degradação ambiental para construiu a mega usina hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu, no Pará (leia mais). E, em uma articulação com o Movimento Brasil pelas Florestas, a acampada de São Paulo teve como uma de suas principais bandeiras ser contra a Belo Monte. E lá fui eu, atacar de designer em um momento histórico da mobilização da terra da garoa.

Divulgamos geral. Mas, no fatídico dia do encontro, choveu e fez muito frio embaixo do Viaduto do Chá, aqui em São Paulo. Tinha cerca de 200 pessoas lá, animados e com aquelas caras de ativistas guerreiros… rs

O acampamento começou em um sábado. Na segunda-feira, aconteceu um julgamento da primeira Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal do Pará, que diz respeito ao direito dos indígenas de serem ouvidos sobre a construção da usina que afetará suas terras. E, pra variar, rolou um tuitaço. Um dos mais agitados, mas nada perto do boom do Movimento Gota D’água.

 

Política 2.0

Hoje fui assistir ao debate sobre Política 2.0 (nova forma de fazer política?). Confesso que estou beeem cansada de conversas sobre o assunto. Mas hoje foi… diferente.

Foi um encontro promovido pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), com Ricardo Abramovay mediando e um papo muito bom sobre crise do sistema, mobilização, o sonho…

Fiz umas anotações com imagem (não resisti). E tem mais informações aqui.

 

Rural que se sustenta

O Código Florestal em perigo

Job Identidade visual para a campanha SOS Florestas – O Código Florestal em perigo
Cliente SOS Florestas

Esse trabalho também foi desenvolvido com o Eric Peleias, meu designer outra metade da laranja.

Nunca é simples pensar a identidade visual de um projeto. As horas de pesquisa são muuuuitas, as de criação muitas e as de execução, bem poucas. O dilema é sempre tentar prever o sucesso dessa imagem.

Eu meço esse sucesso no quanto aquela imagem conversa com o público. Ela é compreendida facilmente? E, depois, se esse público veste a camiseta com a imagem com orgulho. Não dá para prever tudo isso. É sempre um tiro à meia luz. E, à meia luz, é mirar ao máximo e torcer pra acertar.

Pensar uma imagem pra campanha SOS Florestas foi um prazer imenso. Eu sou público da campanha. Sou mobilizada e mobilizadora da causa do Código Florestal Brasileiro.

Além de criar a imagem, fizemos um guia rápido de uso. Veja aqui. Porque a ideia é deixar as pessoas que, como eu, querem mobilizar, se apropriem da marca e dos materiais. Por isso, o logo, o guia e todos os materiais que desenvolvemos foram parar no site do SOS Florestas, para download e compartilhamento.

Ainda estamos no início do percurso. No último sábado fizemos um protesto bonito no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Na última terça, perdemos a batalha na Câmara dos Deputados.

((Atenção, eleitores. Veja como os deputados votaram)).

Nesse mesmo dia, foi assassinado (mais) um líder agroextrativista. Zé Claudio e sua esposa, que tive o prazer de conhecer no TEDxAmazônia, foram assassinados por defenderem a floresta em pé para seu sustento, em Ipixuna (PA). Como a família de Zé Claudio, outras perdem, diariamente, seus entes para a exploração desenfreada dos recursos naturais, dos garimpos ao correntão, dos resorts às hidrelétricas. Quantos mais morrerão até que todo nosso recurso seja esgotado e, aí sim, quem o esgota morrerá? Com a palavra…

Vigília anti nuclear

 

Ontem puder fazer parte de um ato anti nuclear aqui em São Paulo.

Na semana passada, junto com amigos da Matilha Cultural e do 350.org, pensamos a divulgação do ato. Produzi umas imagens para silkar camisetas e cartazes e convites virtuais. Depois foi a hora de espalhar o chamado nas redes.

Foi muito bom chegar lá na frente do metrô Liberdade ontem e encontrar tantas pessoas para juntos refletirmos e inspirarmos a reflexão sobre o uso da energia nuclear no Brasil… e no mundo.

Precisamos agora desenhar os próximos passos. O Brasil pode e deve querer investir em fontes limpas de energia. Para quem quiser ler mais, o Greenpeace escreveu um relatório sobre a matriz energética brasileira. A solução está aí.

Mais fotos aqui.

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